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Revista especializada em artes destaca João Turin e Memorial Paranista

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O Memorial Paranista, espaço no Parque São Lourenço destinado a homenagear o Movimento Paranista e um dos seus principais expoentes, o escultor João Turin, foi destaque em uma publicação on-line internacional especializada em artes. 

The Art Newspaper de origem europeia, com sucursais em várias cidades do mundo, veiculou na última quarta-feira (13/1), matéria a respeito do local, que pode ser conferida neste link, em inglês.

Para o prefeito Rafael Greca, a divulgação reforça a importância do artista e da existência do Memorial para a cultura local. 

“O destaque dado a um de nossos maiores artistas, numa publicação internacional especializada em arte, é mais uma prova da importância de João Turin”, diz Greca. “O memorial honra o artista e a cultura paranaenses. Meu coração se alegra em vê-lo mais uma vez reconhecido e divulgado pelo mundo”, completa o prefeito.

O Memorial Paranista tem previsão de conclusão e entrega no mês do aniversário de Curitiba, em março deste ano. Mas a população já pode conferir algumas atrações, como a escultura Marumbi, que retrata duas onças em combate e mereceu menção da The Art Newspaper em seu texto. 

“A peça central do Memorial no Parque de São Lourenço é a escultura, de três metros de altura, que leva o nome do Parque Estadual do Pico do Marumbi, um Patrimônio Mundial da Unesco onde espécies nativas historicamente enfrentaram a perda de habitat devido a extração ilegal de madeira e mineração”, menciona a revista. 

Além da questão cultural, para a publicação, “o local vai encorajar o turismo e o desenvolvimento sustentável, com valorização da flora e fauna brasileiras – temas recorrentes do trabalho de Turin”. Gabriella Angeleti, autora do texto, ouviu Samuel Lago, detentor dos direitos do acervo do escultor.

Ícone do Movimento Paranista, criador da Escola de Música e Belas Artes do Paraná e considerado precursor da escultura no estado, João Turin nasceu em Morretes em 1878 e morreu em 1948. Estudou, expôs e foi premiado na Europa. 

Obras de destaque do artista ocupam espaços importantes na cidade, como o Tigre Esmagando Cobra, escultura instalada na Avenida Manoel Ribas, próxima ao Portal de Santa Felicidade.

Entrega simbólica

Para marcar os 167 anos da emancipação política do Paraná, o prefeito Rafael Greca promoveu, ao lado da primeira-dama, Margarita Sansone, uma entrega simbólica do espaço no último dia 19 de dezembro, quando se comemora a data. 

“Esse memorial nos recorda que será paranista todo o paranaense capaz de amar a terra. A transformação do Parque São Lourenço neste lugar contempla um sonho de todos os paranaenses que amam nossa terra e a nossa gente em ver a obra de João Turin”, ressaltou o prefeito, na ocasião.

Atrações 

O Memorial traz 15 esculturas ampliadas em proporções heróicas (equivalentes a duas vezes e meia a medida de um homem) e elementos de paisagismo da arquitetura paranista e fontes de água.

Entre as obras, todas em bronze, além da Marumbi, há o Índio Guairacá II, Homem-Pinheiro, Pedagogia, Índio Guairacá I, Caridade, Onça Brincando com Filhote, Onças Brincando, Onça Espreita II, Fundação de Curitiba, Onça Descansando e Onça Espreita I.

Haverá, ainda, na galeria, exposições permanentes, como a de 78 esculturas originais de Turin, feita com apoio do Museu Oscar Niemeyer.

O local vai ter ainda teatro, galeria de arte, centro de criatividade, ateliê de esculturas, um memorial dos fundadores da Escola de Belas Artes do Paraná, capela em memória às vitimas da covid-19. Uma loja da rede #CuritibaSuaLinda e um café também estarão entre os espaços.

As obras estão em andamento. No Memorial, em fase de acabamento das áreas internas e externas. Fazem parte da implantação, também, melhorias em toda a área do Parque São Lourenço. 

Equipes da Secretaria Municipal do Meio Ambiente trabalham na dragagem do lago e no cercamento e devem iniciar, em breve, calçadas e meio-fios do entorno. Já houve a implantação do playground em uma nova área, ampliação das pistas de caminhada e o plantio de 1,3 mil árvores nativas.

Texto publicado originalmente em: https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/revista-especializada-em-artes-destaca-joao-turin-e-memorial-paranista/57633

Memorial Paranista é destaque no The Art Newspaper

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Publicação internacional exaltou a iniciativa que valoriza o legado do escultor paranaense João Turin

O espaço dedicado ao maior representante animalista brasileiro – João Turin – foi destaque no site do The Art Newspaper, uma das publicações mundiais mais conceituadas do universo da arte.

the arte newspaper

Confira a publicação original, em inglês, pelo link: https://www.theartnewspaper.com/news/brazilian-sculptor-joao-turin-memorialised-with-sculpture-park-in-parana

Abaixo, a tradução do texto:

Escultor brasileiro João Turin é homenageado com parque de esculturas no Paraná

O local vai “estimular um desenvolvimento sustentável que valorize a fauna e a flora do meio ambiente brasileiro – temas aos quais Turin dedicou sua vida”, afirma o colecionador e empresário Samuel Lago.

O falecido escultor brasileiro João Turin, pioneiro do movimento do Paranismo que buscou forjar uma identidade visual para o estado subtropical do Paraná na década de 1920, será homenageado com um parque de esculturas que visa exaltar suas contribuições à arte brasileira.

Em um momento em que as comunidades indígenas e a floresta tropical brasileira estão cada vez mais ameaçadas sob o governo do presidente de extrema direita Jair Bolsonaro, a obra de Turin ganha uma nova pertinência por sua “inspiração a temas de natureza e cultura nativa”, diz Samuel Lago, o empresário brasileiro que detém os direitos sobre seu arquivo e iniciou o projeto.

Além da preservação cultural, o local também servirá para “incentivar o turismo, trazer mais recursos para a cidade e estimular um desenvolvimento sustentável que valorize a fauna e a flora do meio ambiente brasileiro – temas aos quais Turin dedicou sua vida”, diz Lago.

A peça central do memorial no Parque de São Lourenço é a escultura de 10 pés (3 metros) de altura Marumbi, que mostra duas onças em combate e leva o nome do Parque Estadual do Pico do Marumbi, um Patrimônio Mundial da Unesco onde espécies nativas historicamente enfrentaram a perda de habitat devido a extração ilegal de madeira e mineração. Todo o parque de esculturas terá 78 obras quando for inaugurado no final de março, e cerca de uma dezena de esculturas já estão em exibição.

Turin nasceu em 1878 em Porto de Cima no estado do Paraná e mudou-se ainda criança para Curitiba, onde trabalhou como ferreiro e marceneiro antes de se aprimorar na escultura. Recebeu bolsa do governo em 1905 para cursar a Academia de Artes de Bruxelas, na Bélgica e viajou pela Europa até desembarcar em Paris em 1911, onde morou e trabalhou com outros artistas brasileiros, como o escultor Victor Brecheret e o pintor Tulio Mugnaini.

Embora haja poucos registros conhecidos de sua produção durante seus anos em Paris, Turin muitas vezes expôs no Salon des Artistes Français, onde obteve uma menção honrosa, e conheceu Auguste Rodin, a quem mais tarde retratou em baixo-relevo. Ao retornar ao Paraná em 1922, o artista – então fortemente inspirado pela escultura simbolista francesa – embarcou na era mais prolífica de sua carreira, produzindo centenas de figuras de gesso e bronze de temas brasileiros emblemáticos, particularmente muitas representações agudamente observadas da cultura indígena e de animais nativos.

“A arte dele está na veia de cada paranaense, marcando uma parte importante da história e da identidade do povo”, diz Lago. “E na escultura animalista – que foi elevada ao status de grande arte no século 19 por artistas como o francês Antoine-Louis Barye – Turin é um dos escultores mais importantes entre os brasileiros.”

A grande retrospectiva João Turin: Vida, Obra, Arte, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, foi uma das mostras mais visitadas do mundo em 2014, atraindo mais de 266 mil visitantes, segundo pesquisa realizada pelo The Art Newspaper. O museu Pinacoteca em São Paulo também realizou uma grande exposição dedicada à obra de Turim em 2016, que explorou suas contribuições essenciais para o movimento do Paranismo e sua carreira, que durou quase cinco décadas.

Turin também alcançou vários marcos póstumos. Em 2015, sua escultura O Frade (por volta dos anos 1930) foi entregue ao Papa Francisco pela ex-presidente Dilma Rousseff na primeira visita do pontífice ao Brasil. A estátua, que retrata um frade lendo um livro, é um raro exemplo de um artista brasileiro mantido na coleção de arte do Vaticano.

Turin morreu em 1949, mas seu legado “ajudou a compor o mosaico das diversas manifestações artísticas que se desenvolveram no Brasil nas décadas seguintes, quando intelectuais, letrados e artistas desempenharam papéis fundamentais para se tornarem os principais arquitetos da identidade cultural”, diz Lago.

Lago, que mora em Curitiba e se autodenomina admirador da obra de Turin, adquiriu o arquivo do artista em 2011, que contém 360 obras de gesso, pinturas, fotografias, esboços, cartas e outros materiais. Lago espera tornar a obra de Turin mais visível no Brasil e no exterior e pretende expandir o acervo com obras inéditas em bronze a partir de maquetes de gesso, algumas que serão doadas à Casa João Turin, museu dedicado ao artista em Curitiba.