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Mostra João Turin é encerrada no Rio de Janeiro

 

Terminou no domingo, dia 9 de agosto, o período expositivo da mostra “João Turin – Vida, Obra, Arte” no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Desde sua abertura, em 28 de maio, cerca de 25 mil pessoas visitaram a exposição e puderam conhecer mais da obra do escultor paranaense João Turin (1878 – 1949), incluindo alunos deficientes visuais do Instituto Benjamin Constant.

Depois de ter batido recorde de visitação no período em que esteve no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, onde recebeu 266 mil pessoas, a mostra, que tem a curadoria de José Roberto Teixeira Leite e foi eleita a melhor exposição de 2014 pela Associação Brasileira de Críticos de Arte, iniciou sua itinerância pelo Rio de Janeiro, cidade que foi marcante na trajetória do artista. Após passar uma temporada na Europa, entre 1914 e 1922, onde estudou na Academia de Artes de Bruxelas, na Bélgica e, depois de formado, viveu em Paris, Turin retornou ao Brasil. Alocando-se em Curitiba, o escultor viajava constantemente ao Rio de Janeiro, onde foi premiado, no Salão Nacional de Belas Artes, em duas ocasiões: a primeira em 1944, quando recebeu a medalha de prata com a escultura “Tigre esmagando a Cobra” e a segunda três anos depois, com a onça “Luar do Sertão”, com a qual ganhou a medalha de ouro.

As referidas esculturas ornamentam, até hoje, a Praça General Osório e a Quinta da Boa Vista, respectivamente. Outras contribuições de Turin ao Rio de Janeiro são o busto do Barão do Rio Branco, no Jardim do Méier e o busto Emílio de Menezes, no Largo do Machado.

De acordo com o calendário itinerante da mostra, em 2016 será a vez dos paulistas conhecerem a genialidade de Turin, com exposição prevista para o segundo semestre, na Pinacoteca, São Paulo.