All posts by Vicente de Oliveira Bessa Junior

Clipping sobre o Memorial Paranista

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Veja a lista de veículos que publicaram matérias a respeito da inauguração do Memorial Paranista e Jardim de Esculturas João Turin.

Data: 10/05/2021        Veículo: Amo Curitiba

Memorial em homenagem ao artista João Turin é inaugurado em Curitiba, reunindo quase 100 obras

Data: 10/05/2021        Veículo: Curitiba de Graça

Memorial em homenagem ao artista João Turin tem mais de 100 obras no Parque São Lourenço

Data: 10/05/2021        Veículo: Paranashop

Memorial em homenagem ao artista João Turin é inaugurado em Curitiba, reunindo quase 100 obras

Data: 11/05/2021        Veículo: Massa News

Reunindo quase 100 obras, memorial em homenagem ao artista João Turin será inaugurado

Data: 13/05/2021        Veículo: Bem Paraná | Coluna do Miau | Impresso

Curitiba respira arte    

Data: 13/05/2021        Veículo: Folha de Londrina | Impresso

Curitiba ganha Memorial Paranista

Data: 12/05/2021        Veículo: Alice Varajão

Memorial em homenagem ao artista João Turin será inaugurado

Data: 12/05/2021        Veículo: Bem Paraná

Memorial em homenagem ao artista João Turin será inaugurado nesta sexta. Veja vídeo

Data: 12/05/2021        Veículo: Bem Paraná | Coluna do Miau

Curitiba respira arte

Data: 12/05/2021        Veículo: Hashtag Curitiba

Memorial em homenagem ao artista João Turin é inaugurado em Curitiba, reunindo quase 100 obras

Data: 14/05/2021        Veículo: Bem Paraná | Impresso

Curitiba abre memorial em homenagem ao artista João Turin no São Lourenço               

Data: 13/05/2021        Veículo: Reinaldo Bessa

Memorial em homenagem a João Turin será inaugurado oficialmente nesta sexta-feira no Parque São Lourenço

Data: 13/05/2021        Veículo: Das Artes

Memorial em homenagem a João Turin é inaugurado com quase 100 obras

Data: 13/05/2021        Veículo: Barulho Curitiba

Curitiba abre memorial em homenagem ao artista João Turin no São Lourenço

Data: 13/05/2021        Veículo: Bem Paraná

Curitiba abre memorial em homenagem ao artista João Turin no São Lourenço

Data: 14/05/2021        Veículo: AEN

Memorial Paranista João Turin é inaugurado com obras cedidas pelo Estado

Data: 14/05/2021        Veículo: Supinando

Memorial Paranista João Turin é inaugurado com obras cedidas pelo Estado

Data: 14/05/2021        Veículo: RIC TV

MEMORIAL PARANISTA REÚNE OBRAS DO ARTISTA PARANAENSE JOÃO TURIN

Data: 14/05/2021        Veículo: RIC | PR no Ar

Memorial Paranista reúne obras do artista paranaense e promove a arte

Data: 14/05/2021        Veículo: RPC | Bom Dia PR

Inauguração do memorial paranista João Turin acontece em Curitiba

Data: 14/05/2021        Veículo: RPC | Meio Dia PR

Memorial Paranista João Turin é inaugurado hoje (14)

Data: 15/05/2021        Veículo: Prefeitura de Curitiba

Novo espaço no São Lourenço exalta paranismo de João Turin

Data: 15/05/2021        Veículo: Massa News

Espaço no São Lourenço exalta paranismo de João Turin

Data: 15/05/2021        Veículo: Jornal Água Verde

Curitiba ganha um novo espaço cultural, no Parque São Lourenço

Data: 15/05/2021        Veículo: Defesa

Novo espaço no São Lourenço exalta paranismo de João Turin

Data: 15/05/2021        Veículo: Curitiba News

No São Lourenço, Curitiba ganha um novo espaço cultural

Data: 15/05/2021        Veículo: Café da Boca

Parque São Lourenço ganha um novo espaço cultural e turístico

Data: 15/05/2021        Veículo: Bem Paraná

Novo espaço inteligente da cidade, Memorial Paranista terá visitas agendadas

Data: 15/05/2021        Veículo: Bem Paraná

Curitiba ganha um novo espaço cultural no São Lourenço

Data: 16/05/2021        Veículo: Jornal do Povo PR

Memorial em homenagem ao artista João Turin é inaugurado em Curitiba, reunindo quase 100 obras

Data: 16/05/2021        Veículo: Revista Museu

Memorial Paranista João Turin é inaugurado com contribuição de obras cedidas pelo Estado

Data: 20/05/2021        Veículo: Farol da Bahia

Legado do artista João Turin pode ser apreciado em um dos maiores jardins de esculturas do Brasil e em memorial que reúne quase 100 obras


Data: 23/05/2021        Veículo: Divirta-se Curitiba

Legado do artista João Turin pode ser apreciado em um dos maiores jardins de esculturas do Brasil

Data: 28/05/2021        Veículo: Pernambuco em Foco

Memorial Paranista, em homenagem ao artista João Turin, reúne quase 100 obras

Data: 31/05/2021        Veículo: Kátia Velo

Legado do artista João Turin pode ser apreciado em um dos maiores jardins de esculturas do Brasil e em memorial que reúne quase 100 obras

Data: 01/06/2021        Veículo: Revista Área

Com Memorial Paranista, Curitiba ganha um dos maiores jardins de esculturas do país

Data: Julho/2021        Veículo: Art Connect

João Turin on Memorial Paranista – permanent exhibition

Data: 13/07/2021        Veículo: Prefeitura de Curitiba

Exposição de João Turin no Memorial Paranista é destaque em publicação alemã

Tour virtual: conheça as instalações completas do Memorial Paranista

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Espaço será inaugurado oficialmente em cerimônia para convidados no Parque São Lourenço.

Assista o vídeo produzido especialmente para a inauguração do Memorial Paranista e do Jardim de Esculturas João Turin.

O Parque São Lourenço é um dos cartões postais de Curitiba. Ele acaba de ganhar um novo espaço: o Memorial Paranista João Turin, que guarda a memória do Paranismo. Ele é um movimento que exalta a identidade do estado do Paraná por meio de símbolos locais como o pinheiro, os pinhões e a erva-mate.

As novas instalações carregam o legado de um dos criadores e grande expoente desse movimento. Trata-se do artista João Turin, que se destacou principalmente como escultor. Ele criou esculturas e baixos relevos sobre animais selvagens, povos indígenas e reproduções de momentos históricos.

Memorial Paranista expõe obras do escultor paranaense, um dos idealizadores do Paranismo. (Foto: Maringas Maciel)

Estes e outros temas podem ser vistos em 78 obras abrigadas no Memorial Paranista João Turin. Além disso, também foi construído um jardim com 15 esculturas de bronze ampliadas. Duas delas ganharam proporções heroicas, como “Marumbi”, com quase 3 metros de altura e 700 quilos. Esta escultura representa com realismo a luta de duas onças. E mostra porque João Turin também é lembrado como um dos mais importantes escultores animalistas do Brasil.

Outro destaque é uma Pietá em baixo relevo, gentilmente emprestada pela Família Lago, detentora dos direitos autorais de João Turin. Esta é uma obra de 1917, e o primeiro exemplar está na França, feito para a Igreja de Saint Martin, em Condé-sur-Noireau. É uma verdadeira relíquia, que resistiu aos bombardeios da guerra.

joão turin
A Pietà, de João Turin, originalmente criada para homenagear combatentes franceses mortos na Primeira Guerra, agora ornamenta um dos espaços do Memorial. (Foto: Maringas Maciel)

A iniciativa reuniu quase 100 obras de Turin graças a uma junção de esforços. Das 15 esculturas ampliadas, 12 foram compradas pela Prefeitura de Curitiba. As outras 3 foram doadas pela Companhia Paranaense de Energia (Copel), por meio da Lei Rouanet. 78 esculturas em tamanho original foram doadas pela Família Lago para o Governo do Estado do Paraná, que emprestou as obras à Prefeitura em regime de comodato.

A Família Lago também doou uma fundição elétrica e moderna ao memorial, que substituiu uma antiga fundição existente no local, que estava obsoleta. Essa é uma doação de grande valor para novos artistas. Eles poderão fundir as peças que produzem e estimular a arte da escultura no Paraná.

O Memorial Paranista João Turin é um presente de Curitiba pelo aniversário de 328 anos da cidade. Quem visitar o Parque São Lourenço poderá apreciar as obras de João Turin e conhecer mais sobre sua contribuição para o legado artístico do Paraná.

No local, uma placa resume a importância do artista, nas palavras da Família Lago: “A arte de João Turin corre nas veias de todos que aqui vivem e amam esta terra. O Paranaense se vê pelos olhos de Turin que, inspirado por nossa fauna e flora, elevou a observação da natureza em identidade e sentimento de pertencimento.”

João Turin

João Turin na mídia: matéria destaca o Memorial Paranista

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A reportagem da revista TOP VIEW publicada no dia 29 de março, aniversário de 328 anos da capital paranaense, deu destaque ao novo espaço criado no Parque São Lourenço e reconhece Turin como um dos principais escultores brasileiros. Leia abaixo o texto na íntegra. (Crédito da foto em destaque: Guilherme Klock)

De Curitiba para o mundo

João Turin, escultor paranaense, ganhou destaque em uma revista internacional especializada em artes com o Memorial Paranista, espaço no Parque São Lourenço, localizado em Curitiba

Memorial Paranista é um novo espaço público, no tradicional Parque São Lourenço, localizado na região norte de Curitiba. O espaço é destinado a homenagear o Paranismo, movimento que surgiu no início do século XX com o objetivo de enaltecer os símbolos do Paraná e contou com a participação de intelectuais e artistas que cultuavam e divulgavam a história e as tradições do estado.

Lá também está o Jardim das Esculturas, de João Turin, projetado pelo jovem arquiteto Guilherme Klock junto com Fernando Canalli – inaugurado no final de 2020. Nele, estão 15 obras de Turin, todas em bronze.

Na segunda quinzena de janeiro de 2021, o Memorial e o escultor paranaense foram destaque na The Art Newspaper, revista de origem europeia especializa em arte que possui sucursais em várias partes do mundo. Segundo a publicação internacional, “o local vai encorajar o turismo e o desenvolvimento sustentável, com valorização da flora e fauna brasileiras – temas recorrentes do trabalho de Turin”.

“O novo acesso ao Memorial Paranista ergue-se como uma grande galeria em aço e vidro translúcido, que pede licença ao conjunto existente para conduzir a uma nova experiência e produzir uma sinergia capaz de organizar os espaços, distribuir as funções, orientar osvisitantes e conduzir às artes da fundição e à compreensão de nossos maiores mestres e das artes da proporção, modelagem e técnica”, diz Canalli.

Para Klock, há uma união da cultura com o meio ambiente nesse espaço. “Dessa forma, ressignificamos claramente a união indissociável do meio ambiente com a paisagem urbana fundida pela arte, por meio do Jardim das Esculturas, que insere definitivamente o conceito da obra do Movimento Paranista”, afirma.

Um dos grandes destaques do espaço é a obra Marumbi, que retrata duas onças em luta, e é uma das maiores feitas por Turin, com três metros de altura por quase três de largura. A peça possui, ainda, um metro de profundidade e cerca de 700 kg. O nome é uma referência ao Parque Estadual do Pico do Marumbi, um patrimônio mundial da Unesco, localizado em Morretes, litoral do Paraná.

Além de Marumbi, há, ainda, o Índio Guairacá II, Homem-Pinheiro, Pedagogia, Índio Guairacá I, Caridade, Onça Brincando com Filhote, Onças Brincando, Onça Espreita II, Fundação de Curitiba, Onça Descansando e Onça Espreita I.

Quem visitar a área dedicada ao movimento pode conhecer, também, um teatro, um café, uma loja com souvenirs de Curitiba, um centro de criatividade, um memorial dos fundadores da Escola de Belas Artes do Paraná, uma capela em memória às vítimas da Covid-19 e, na galeria, exposições permanentes – como a de 78 esculturas originais de Turin, feita com apoio do Museu Oscar Niemeyer.

O artista

Ícone do Movimento Paranista, criador da Escola de Música e Belas Artes do Paraná e considerado precursor da escultura no estado, João Turin nasceu em 1878, na cidade de Morretes (PR). O artista iniciou seus estudos acadêmicos em Curitiba, na Escola de Artes e Ofícios de Antônio Mariano de Lima. Com 18 anos, já fazia parte do quadro de professores da instituição. Todo esse talento no mundo das artes fez com que ele recebesse uma bolsa de estudos do estado para estudar na Real Academia de Belas-Artes de Bruxelas, na Bélgica.

Quando retornou ao Brasil, no início da década de 1920, fixou-se em Curitiba e passou a produzir um grande número
de monumentos, estátuas e bustos, aprimorando a técnica adquirida na Europa, que o consagrou como um dos mais importantes artistas do Paraná.

Em 1923, ao lado dos pintores João Ghelfi e Lange de Morretes, idealizou o chamado “estilo paranista de ornamentação arquitetônica”, que baseou-se na estilização de elementos da fauna e da flora do estado do Paraná, como capitéis, ânforas, floreiras e outros objetos.

Turin continuou sua formação e aperfeiçoamento, com influências simbolistas muito fortes, assim como Art Nouveau e Art Déco. A renovação estética do início do século XX não mudou sua forma de manifestar sua arte e ele deixou um grande legado de monumentos, bustos e retratos, sejam eles da própria natureza ou representações de animais. Boa parte desse acervo está conservado na Casa João Turin, em Curitiba.

Seus tigres são conhecidos no Brasil e, sobretudo, no Rio de Janeiro, onde estão o busto de Barão do Rio Branco, no Jardim do Méier, e o busto Emílio de Menezes, no Largo do Machado. Obrasdele também podem ser vistas na Praça General Osório e na Quinta da Boa Vista.

O artista faleceu em 1949 e deixou um acervo completo de moldes em gesso, como a obra As Quatro Estações, que foi reproduzida em bronze e posteriormente retocada pelo escultor Erbo Stenzel.

Toda a dedicação do artista o ajudou a conquistar os mais importantes prêmios do Salão Paranaense, do Salão Paulista e do Salão Nacional de Belas Artes, o que consagrou sua obra e colocou o Paraná em destaque no cenário nacional.

Trajetória

1878 

• Nascimento do artista, em 21 de setembro, em Porto de Cima, região de Morretes, Paraná.

1890 

• Turin passou a ajudar no sustento de sua família.

• Aprendeu a entalhar madeira e começou a fazer testes, produzindo cabeças de Cristo, de seu pai e de Garibaldi.

 1896

• Apareceu nos anais da Escola de Artes e Indústria como aluno-professor.

 1905

• Submeteu uma petição à Assembleia Estadual para estudar escultura no Rio de Janeiro ou na Europa. O artista conseguiu uma bolsa de 100 mil réis mensais e optou por estudar em Bruxelas.

1906

• Chegou em Bruxelas doente e depressivo e foi acolhido pelo escultor Zaco Paraná.

• Matriculou-se na Academia Real de Belas Artes, onde foi aluno de Paul Dubois, Victor Rousseau e Charles Van der Stappen.

 1910

• Formou-se e, em seguida, foi embora para Paris

1914

• Com João Ghelfi, alugou um ateliê em Montparnasse, onde iniciou suas atividades como escultor independente.

• Participou do Le Salon des Artistes Français do ano, com o busto de Lèon-Mac-Auliffe.

1919

• Passou a integrar a equipe do escultor Eugéne Molineau.

• Formou-se e, em seguida, foi embora para Paris.

1914

• Com João Ghelfi, alugou um ateliê em Montparnasse, onde iniciou suas atividades como escultor independente.

• Participou do Le Salon des Artistes Français do ano, com o busto de Lèon-Mac-Auliffe.

1919

• Passou a integrar a equipe do escultor Eugéne Molineau.

*Matéria originalmente publicada no Caderno Especial Curitiba 328 anos, na edição #247 da revista TOPVIEW.

Clipping – Memorial João Turin

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Confira a lista de veículos que deram destaque à entrega das últimas três obras que compõem o acervo do Jardim de Esculturas, no Memorial Paranista, em Curitiba/PR

Veículo: Blog do Tupan
Jardim das Esculturas recebe mais três obras de João Turin

Veículo: Jornale
Jardim das Esculturas recebe mais três obras de João Turin

Veículo: Prefeitura de Curitiba
Jardim das Esculturas recebe mais três obras de João Turin

Veículo: Bem Paraná
Jardim das Esculturas do Parque São Lourenço recebe mais obras de João Turin

Veículo: Agora PR
Jardim das Esculturas recebe mais três obras de João Turin

Memorial Paranista é destaque no The Art Newspaper

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Publicação internacional exaltou a iniciativa que valoriza o legado do escultor paranaense João Turin

O espaço dedicado ao maior representante animalista brasileiro – João Turin – foi destaque no site do The Art Newspaper, uma das publicações mundiais mais conceituadas do universo da arte.

the arte newspaper

Confira a publicação original, em inglês, pelo link: https://www.theartnewspaper.com/news/brazilian-sculptor-joao-turin-memorialised-with-sculpture-park-in-parana

Abaixo, a tradução do texto:

Escultor brasileiro João Turin é homenageado com parque de esculturas no Paraná

O local vai “estimular um desenvolvimento sustentável que valorize a fauna e a flora do meio ambiente brasileiro – temas aos quais Turin dedicou sua vida”, afirma o colecionador e empresário Samuel Lago.

O falecido escultor brasileiro João Turin, pioneiro do movimento do Paranismo que buscou forjar uma identidade visual para o estado subtropical do Paraná na década de 1920, será homenageado com um parque de esculturas que visa exaltar suas contribuições à arte brasileira.

Em um momento em que as comunidades indígenas e a floresta tropical brasileira estão cada vez mais ameaçadas sob o governo do presidente de extrema direita Jair Bolsonaro, a obra de Turin ganha uma nova pertinência por sua “inspiração a temas de natureza e cultura nativa”, diz Samuel Lago, o empresário brasileiro que detém os direitos sobre seu arquivo e iniciou o projeto.

Além da preservação cultural, o local também servirá para “incentivar o turismo, trazer mais recursos para a cidade e estimular um desenvolvimento sustentável que valorize a fauna e a flora do meio ambiente brasileiro – temas aos quais Turin dedicou sua vida”, diz Lago.

A peça central do memorial no Parque de São Lourenço é a escultura de 10 pés (3 metros) de altura Marumbi, que mostra duas onças em combate e leva o nome do Parque Estadual do Pico do Marumbi, um Patrimônio Mundial da Unesco onde espécies nativas historicamente enfrentaram a perda de habitat devido a extração ilegal de madeira e mineração. Todo o parque de esculturas terá 78 obras quando for inaugurado no final de março, e cerca de uma dezena de esculturas já estão em exibição.

Turin nasceu em 1878 em Porto de Cima no estado do Paraná e mudou-se ainda criança para Curitiba, onde trabalhou como ferreiro e marceneiro antes de se aprimorar na escultura. Recebeu bolsa do governo em 1905 para cursar a Academia de Artes de Bruxelas, na Bélgica e viajou pela Europa até desembarcar em Paris em 1911, onde morou e trabalhou com outros artistas brasileiros, como o escultor Victor Brecheret e o pintor Tulio Mugnaini.

Embora haja poucos registros conhecidos de sua produção durante seus anos em Paris, Turin muitas vezes expôs no Salon des Artistes Français, onde obteve uma menção honrosa, e conheceu Auguste Rodin, a quem mais tarde retratou em baixo-relevo. Ao retornar ao Paraná em 1922, o artista – então fortemente inspirado pela escultura simbolista francesa – embarcou na era mais prolífica de sua carreira, produzindo centenas de figuras de gesso e bronze de temas brasileiros emblemáticos, particularmente muitas representações agudamente observadas da cultura indígena e de animais nativos.

“A arte dele está na veia de cada paranaense, marcando uma parte importante da história e da identidade do povo”, diz Lago. “E na escultura animalista – que foi elevada ao status de grande arte no século 19 por artistas como o francês Antoine-Louis Barye – Turin é um dos escultores mais importantes entre os brasileiros.”

A grande retrospectiva João Turin: Vida, Obra, Arte, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, foi uma das mostras mais visitadas do mundo em 2014, atraindo mais de 266 mil visitantes, segundo pesquisa realizada pelo The Art Newspaper. O museu Pinacoteca em São Paulo também realizou uma grande exposição dedicada à obra de Turim em 2016, que explorou suas contribuições essenciais para o movimento do Paranismo e sua carreira, que durou quase cinco décadas.

Turin também alcançou vários marcos póstumos. Em 2015, sua escultura O Frade (por volta dos anos 1930) foi entregue ao Papa Francisco pela ex-presidente Dilma Rousseff na primeira visita do pontífice ao Brasil. A estátua, que retrata um frade lendo um livro, é um raro exemplo de um artista brasileiro mantido na coleção de arte do Vaticano.

Turin morreu em 1949, mas seu legado “ajudou a compor o mosaico das diversas manifestações artísticas que se desenvolveram no Brasil nas décadas seguintes, quando intelectuais, letrados e artistas desempenharam papéis fundamentais para se tornarem os principais arquitetos da identidade cultural”, diz Lago.

Lago, que mora em Curitiba e se autodenomina admirador da obra de Turin, adquiriu o arquivo do artista em 2011, que contém 360 obras de gesso, pinturas, fotografias, esboços, cartas e outros materiais. Lago espera tornar a obra de Turin mais visível no Brasil e no exterior e pretende expandir o acervo com obras inéditas em bronze a partir de maquetes de gesso, algumas que serão doadas à Casa João Turin, museu dedicado ao artista em Curitiba.

Marumbi é a primeira escultura instalada no Memorial Paranista

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Obra com 3 metros de altura é destaque no espaço criado em homenagem a João Turin

Dia 19 de dezembro é a data escolhida para a inauguração oficial do Memorial Paranista João Turin, no Parque São Lourenço. A equipe responsável pela entrega trabalha, agora, nos detalhes: limpeza, acabamento, jardim e na instalação das esculturas que começam a chegar ao espaço.

Na quarta-feira, dia 16, foi instalada a primeira escultura no memorial: a Marumbi. Com 3 metros de altura e cerca de 800 quilos, a peça teve de ser içada para ser colocada na base definitiva, localizada em frente a galeria interna, onde serão expostas mais de 90 obras do escultor paranaense.

A imponente Marumbi de 3 metros de altura. (Foto: Maringas Maciel)

Marumbi

A Marumbi esculpida originalmente por Turin em meados da década de 1930, tem apenas 42 centímetros de altura, porém uma representatividade imensa, sendo uma das mais importantes na produção animalista do artista. Nela, duas onças de corpos musculosos em embate mortal, dispostas em formato de pirâmide, reproduzem os contornos e a solidez do pico Marumbi, conjunto montanhoso localizado em Morretes, vista comum do menino Turin, que até hoje atrai milhares de aventureiros anualmente.

João Turin, em seu ateliê, junto da escultura Marumbi. (Foto: Acervo Ateliê João Turin)

Pela ótica do simbolismo, um dos movimentos também abraçados por Turin durante sua vida, a imagem representa a força da terra e do povo paranaense.

A peça foi ampliada junto de outras do acervo, como o Índio Guairacá, que também ganhará posição de destaque no jardim de esculturas João Turin – espaço externo do Memorial Paranista. Ao total, 12 esculturas em formato ampliado vão compor o jardim de esculturas.

Memorial João Turin é destaque no site da revista DASartes

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Matéria destaca o espaço a ser inaugurado em dezembro, em homenagem ao escultor paranaense

Leia a íntegra da notícia sobre o Memorial Paranista, publicada no site da revista DASartes. O periódico que há mais de 12 anos atua publicando notícias e matérias sobre o cenário artístico global, destaca o novo espaço dedicado ao escultor João Turin, em Curitiba.

A matéria também pontua a doação do maquinário da fundição do ateliê do artista à prefeitura da cidade. Totalmente elétrica e ambientalmente correta, ela irá substituir a fundição pública atual, que encontra-se obsoleta.

Além disso, o texto joga luz sobre a importância e contribuição do conjunto da obra do Turin à arte brasileira, falando do seu passado e também do resgate histórico feito recentemente em sua memória.

Obras do Memorial Paranista João Turin, no Parque São Lourenço, em Curitiba.

Obras do Memorial Paranista entram em fase final

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Espaço terá o maior jardim de esculturas do Brasil em homenagem ao artista paranaense João Turin

As obras do Memorial Paranista, dentro do Parque São Lourenço, em Curitiba, estão avançadas. A expectativa da Secretaria Municipal do Meio Ambiente é que a entrega oficial do espaço à cidade aconteça na segunda quinzena de dezembro deste ano.

O Jardim de Esculturas pretende ser o maior do Brasil. Em galeria interna, contará com a exposição permanente de 97 peças produzidas por João Turin. O espaço também terá exposições temporárias de objetos pessoais do artista. Do lado de fora, 12 esculturas serão expostas em dimensões ampliadas, utilizando as mais modernas técnicas disponíveis. Duas delas – Índio Guairacá e Marumbi – terão 3 metros de altura.

O prefeito Rafael Greca vistoriou recentemente o Memorial, em companhia da primeira-dama, Margarita e a equipe responsável pelo trabalho, e exaltou a importância de dar o merecido reconhecimento ao artista. “Esse é o maior legado dessa minha gestão que termina, e mais do que para nós, que estamos vivos, é para os que ainda vão nascer. Porque não há expressão maior da força da terra e da gente (…) do que a grande obra de João Turin”, declarou.

Assista ao vídeo da visita aqui.

Além da galeria com as obras do escultor, o espaço revitalizado continuará abrigando o teatro Cleon Jacques, a Casa de Leitura Augusto Stresser e o Centro de Criatividade de Curitiba, o qual receberá como doação do Ateliê João Turin os equipamentos e maquinários necessários para a modernização e funcionamento da fundição pública da cidade. Totalmente elétrica e com baixo impacto ambiental, com reaproveitamento de 60% dos seus insumos e utilizando a técnica milenar da “cera perdida”, a fundição artística João Turin foi montada em 2012 com o nobre objetivo de dar vida à obra do escultor, sendo a maioria das peças inéditas. Assim, houve a busca de tecnologias de ponta em diversos países, como França, Bélgica, Itália e Estados Unidos, além da mobilização de uma equipe capaz de realizar o projeto. O resultado foi a criação de um ateliê tecnologicamente moderno e ecologicamente correto, considerado por especialistas o melhor montado no Brasil, nas últimas décadas.

Sobre o artista

João Turin (1878-1949) nasceu em Porto de Cima, município de Morretes, região serrana paranaense. Desde pequeno, demonstrava interesse pelas artes e pela escultura. Estudou na Académie Royale des Beaux Arts, em Bruxelas, Bélgica, graças a uma bolsa de aperfeiçoamento recebida do Governo do Paraná. Foi contemporâneo de grandes artistas como Auguste Rodin, Picasso, Modigliani, Matisse, Rilke, Jean Cocteau, Victor Brecheret, entre outros.

Depois da temporada na Europa, onde também viveu em Paris, retornou ao Brasil na década de 1920, instalando-se em Curitiba, onde viveu os anos mais produtivos da sua carreira de escultor, recebendo vários prêmios e medalhas, fortalecendo a sua notoriedade como escultor animalista. Foi um dos mentores do Paranismo, movimento artístico do início do século XX que visava valorizar elementos da fauna e flora local, explorando-os nas reproduções artísticas e também arquitetônicas da cidade. Um dos elementos mais emblemáticos do movimento paranista é o pinhão.

Ateliê João Turin

Quando faleceu, em 1949, Turin deixou inúmeras obras inacabadas. O resgate completo do seu legado artístico foi possível graças ao trabalho executado pelo Ateliê João Turin (2012) – montado exclusivamente para esse fim, que atuou desde a revitalização de documentos, desenhos, cartas e fotografias até a fundição das peças em bronze.

Em 2014, a exposição “João Turin – Vida, Obra, Arte” foi a mais visitada na história do MON – Museu Oscar Niemeyer – em Curitiba, sendo premiada pela ABCA – Associação Brasileira de Críticos de Arte – como a melhor exposição daquele ano. A mostra também passou pelo Rio de Janeiro (Museu Nacional de Belas Artes) e por São Paulo (Pinacoteca).

Exposição de João Turin está entre as mais visitadas no mundo

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A revista inglesa especializada The Art Newspaper divulgou, neste mês de abril, o ranking anual das exposições mais visitadas no mundo no ano de 2015.

A exposição ‘João Turin – Vida, Obra, Arte’ foi citada na lista, já que durante o período que permaneceu no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, recebeu 266 mil visitantes.A citação na revista aparece na página 12.

Atualmente, a montagem com peças do escultor paranaense está em exposição na Pinacoteca de São Paulo, onde permanecerá até o início de junho.

Clipping Exposição João Turin Escultor – Pinacoteca de São Paulo

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No dia 2 de abril, sábado, teve início a exposição João Turin Escultor na Pinacoteca de São Paulo. A mostra ficará aberta à visitação até 06 de Junho. Acompanhe a repercussão da abertura da mostra na mídia.